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Problemas técnicos me fizeram utilizar uma conexão discada para acessar a internet.

“Como assim, discada? O que é isso? Vai até o orelhão e pede pra alguem ler as páginas desejadas?” Poderia perguntar um qualquer.

Creio que seria mais rápido dessa maneira.

Isso me faz pensar em como se fazia “antigamente”, pouco mais de dez anos atrás, onde a conexão discada era uma das únicas opções de acesso.

Grandes volumes de dados fritavam pelo modem, cansavam o usuário que pacientemente esperava aquela foto ou texto carregar em sua tela mágica de informações.

As pesquisas geravam poucos resultados, especialmente em português, mas havia diversas opções de busca como Yahoo, Cadê, Altavista e outros, todos independentes e com resultados variados.

Hoje é tudo Google, baby.

Hospedar páginas construídas em FrontPage no Geocities era o que tinha de mais prático, além de gratuito, com seus enormes contadores de acesso que faziam a alegria do webmaster quando mexia um pouquinho só que fosse.

A minha primeira banda, Carnissa, foi uma das primeiras do Brasil a ter uma página assim, e era um grande barato poder passar o link pra galera, colocar as fotos dos shows e a agenda com as apresentações.

Era o máximo em comunicação independente, você fazia seu site e divulgava aquilo que queria para todos e colocava uma banda de garagem em pé de igualdade com os maiores nomes da música e seus pôsteres na Rock Brigade.

Nada de vídeo no Youtube ou página no MySpace.

A internet tinha horário de funcionamento.
Isso mesmo.
Os sites demoravam a atualizar seu conteúdo, e acompanhamento em tempo real era quase impossível.
Quem cansava de esperar os milhares de usuários diurnos atravancando os sites preferia navegar de madrugada e aproveitar a maior velocidade devido ao menor tráfego.

Isso quando a conexão não caia.

Alguns exemplos de páginas daquela época:

Folha De São Paulo, 1997.

Ford Do Brasil, 1997.

Mais pode ser visto usando o site Way Back Machine, que guarda arquivos de milhares de páginas, exatamente como eram na época.
Vale muito a pena visitar.

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Sobre lombardi13

Sobrevivendo a mim mesmo na Infernal São Paulo.
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