Canhão, não.

Banir os Hot Rods e carros modificados.

É a nova onda americana.

Bem, onda dos políticos de lá, claro, já que envolve um mercado que movimenta milhões de dólares por ano tanto em peças, serviços, eventos e veículos, e que certamente não foi perguntado nada sobre isso.

Existem projetos e idéias circulando por lá, que colocariam qualquer carro modificado para o lado de fora da lei.

O criminoso e sua máquina de matar.

Hot Rod é parte integrante da cultura americana, tendo suas raízes no final da década de 40.

Soldados iam para a Europa durante a segunda guerra, seus carros da década anterior ficavam em casa, geralmente aos cuidados daquele irmão mais novo.

Quando retornaram do combate, traziam dinheiro no bolso e experiência de sobra em mecânica e máquinas movidas à gasolina.

Traziam também a busca pela adrenalina, que, certamente, seria perdida em qualquer cidade americana daquela época, especialmente no interior.

Aqueles carros parados há quase 5 anos estavam velhos, mas, estavam lá. Eram menores e mais leves do que os carros da década de 50 com seus motores V8 super potentes.

Então, algum iluminado decidiu construir um daqueles carros velhos, mas com um motor novo, daqueles potentes.

Nascia meio sem querer a cultura de performance automotiva americana.

Os modelos preferidos eram os mais leves, em geral as baratas Ford de ano 1932, que sobravam pelo país ávido pelos novos modelos do pós-guerra.

Tire os paralamas, rebaixe o teto, remodele o chassis, rebaixe a carroceria no chassis, coloque uma suspensão mais dura, coloque um motor V8 e saia pelas ruas.
Pintura bonita? Não precisa, só se quiser.
Preto fosco é mais barato e seca mais rápido, já havia ensinado Henry Ford.

Mata crianças, fere golfinhos, destrói o mundo.

Hot Rods, Street Rods, Customs, Kustoms, Low Riders, Nostalgias  e outras variantes movimentam paixões e dinheiro na terra do Tio Sam.

Aquele mesmo policial encarregado de parar seu canhão na rua, provavelmente tem um carro muito parecido em sua própria garagem, provavelmente montado por ele mesmo, talvez com a ajuda de seu pai ou seu filho, seus amigos, que passavam horas trancados naquela garagem estudando e realizando as modificações com suas próprias mãos.

E que seria exibido com orgulho pelas ruas e eventos, passado de geração em geração.

Formação de quadrilha.

Deveriam ter consultado o governo de São Paulo, onde temos a tal Controlar, empresa que arrecada nosso dinheiro e realiza a inspeção ambiental veicular na cidade.

Decide quem pode e quem não pode rodar por aqui, e, em breve, decidirá por todo o país.

Com certeza, uma empresa voltada ao meio-ambiente e sua preservação, certamente sem fins lucrativos, como deve ser.

Nosso prefeito, que aumenta a tarifa do ônibus, mesmo com 600 milhões de Reais de repasse às empresas que cuidam do transporte público da cidade.

Nosso prefeito, que fechou as “casas de cultura fácil”, se é que me entendem.

Bom, melhor parar por aqui, antes que decidam proibir mais alguma coisa…

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Sobre lombardi13

Sobrevivendo a mim mesmo na Infernal São Paulo.
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