Ida e volta, em uma hora.

efêmero
e.fê.me.ro
adj (gr ephémeros1 Que dura um só dia. 2 Passageiro, transitório. 3 Bot Diz-se das flores que murcham no mesmo dia em que desabrocham. sm Bot Planta melantácea (Hermodactylus niger).

Homens e máquinas desafiando seus limites. Uma combinação perfeita e sedutora. Letal.
Desde sempre, talvez até antes, o homem busca deixar sua marca por onde passa. Seja a fama de bom-moço, de violento, inteligente, etc, o homem precisa externar aquilo que pensa de si.

Tempos atrás, o automóvel ainda era uma grande novidade, os meios de comunicação engatinhando, cada façanha era noticiada com entusiasmo e enchia os olhos e almas dos apaixonados pela velocidade.

O primeiro recorde de velocidade a bordo de um automóvel foi registrado em 18 de Dezembro de 1898, pelo piloto francês Conde Gaston de Chasseloupe-Laubat, acelerando seu Jeantaud a incríveis “quase 63 quilômetros por hora”.

1.450kg e 36HP com motor elétrico.

Alguns dias depois o recorde foi quebrado por outro francês, e os dois seguiam alternando o posto de homem mais rápido do mundo.

Até Henry Ford decidiu entrar na briga.

Um motorzinho de quatro cilindros e 18,8 litros (!) que gerava cerca de 100HP equipava o Ford 999, e atingiu 147,05 quilômetros por hora, sobre um lago congelado em 1904. O feito durou um mês até ser superado, mas ajudou muito a divulgar a ainda jovem empresa de Henry Ford.

18,8 litros amarrados ao chassi do Ford 999, que não tinha nem carroceria.

Os recordes caiam como maçãs podres, e os números subiam rapidamente.

O primeiro a ultrapassar os 200 quilômetros por hora foi o americano Fred Marriot, com seu Stanley Rocket Racer movido a vapor, tornando-se o mais rápido veículo em terra, superando pela primeira vez as locomotivas ferroviárias. Esse feito durou até o ano de 2009, quando caiu o recorde de velocidade por veículo movido a vapor.

Stanley Rocket Racer, recordista de 1906 até 2009.

Os carros evoluíam e as velocidades aumentavam, e o Railton Mobil Special beirava os 650 quilômetros por hora ao final de 1947, impulsionado por um motor de avião de doze cilindros e 2.500HP.

2.500HP, carroceria de alumínio.

Os anos sessenta marcaram a introdução de turbinas e jatos na propulsão dos veículos envolvidos em quebras de recordes, e em 1965 o Spirit Of America – Sonic 1 chegava a alucinantes 978,82 quilômetros por hora no deserto de sal de Bonneville com seu motor turbojato e fuselagem que mais parecia um avião.

Quase alcançando os 1000 km/H em 1965.

A barreira dos mil quilômetros só foi quebrada no ano de 1983, pelo britânico Thrust2 e seu motor a jato Rolls-Royce Avon, chegando aos 1.019,47 quilômetros por hora.

Acima de 1000 km/H, inspirando o Batmóvel.

Esse recorde durou até 1997, quando o ThrustSSC, evolução do Thrust2, rompeu a barreira do som e definiu o atual recorde de velocidade na terra em 1.227,986 quilômetros por hora.

O ThrustSSC atinge velocidade Mach 1.

Como na Infinita Highway, a velocidade crescente sempre ignorou avisos e sinais, mas os acidentes nunca impediram que destemidos competidores buscassem aquele lugar especial cheio de glórias, mesmo que durassem poucos dias.

O que seria do Homem sem o desafio de tentar superar seu semelhante?

 

 

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Sobre lombardi13

Sobrevivendo a mim mesmo na Infernal São Paulo.
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Uma resposta para Ida e volta, em uma hora.

  1. Dias Rafael disse:

    Quilômetros por hora ou por dia, pouco importa, o que dá coceira é ter alguma meta para vencer.
    Feios e sem graça esses aviões sem asa, o Ford 999 devia voltar à moda. Estou bêbado, vou escrever um post

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