Analisando seu cool.

A nova onda é ser cool.

Discorrer sobre qualquer tema com a versatilidade de uma betoneira carregada de pintinhos de um dia.

Não se importar parece ser o máximo, não se prender em nada, não amar, não admirar.
É um cool.
Gente que é especialista em tudo, psicologicamente superiores, com opiniões formadas através de anos e anos de… de… de… não te interessa.
Piás de prédio, definiriam alguns, filhinhos de papai, outros.
Eu os chamo de cool.
É cool falar cool.
Dizem, eu acho.
Talvez tenha lido por aí.

Gente que ao primeiro sinal de confronto com a dor, se isola, muda de figura, esconde a expressão e veste a máscara.
Gente que nunca viveu de verdade, mas faz questão de analisar os outros pelo que fazem.
“Deve ser trauma de infância, perdeu o pai, nunca teve um autorama, seqüestraram sua Barbie, perdeu os pininhos do Jogo da Vida.”

Analisam tudo, desde o corte de cabelo até o pensamento.
Vejo uma ligação muito forte entre essas pessoas e os idiotas.
Já foi cool ser idiota, aquele que não sabe nada, não se dá ao respeito, não sabe fazer nada e nunca se interessou em aprender.
Hoje o idiota é o próprio cool.
Inverteram os papéis, democratizaram a soberba, a falta de assunto em qualquer assunto, a especialização de nicho abrangentemente restrito e popular.

Cada vez mais meninos e meninas de 18 anos se travestem como beatniks, sem droga, claro, já que pra comprar tem que sair de casa e sair de casa é um ato que exige cálculos precisos e desafiadores aos cool, como por exemplo, tomar uma simples decisão baseado em sua vontade própria.

Saia da frente da telinha, vá para a rua, veja o sol, as pessoas como elas são, sem analisar coisa alguma. Entre em apuros, saia deles. Tenha uma coleção gigante de cagadas para contar aos outros e permita que todos riam delas. Inclusive você. Ame. Não caia nessa de não ter ídolos, paixões e desejos.
Uma alma sem amor não merece o corpo que a carrega.

Ria.
Sorria.
Deixe de ser cool e se torne uma pessoa de verdade.

 

 

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Sobre lombardi13

Sobrevivendo a mim mesmo na Infernal São Paulo.
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Uma resposta para Analisando seu cool.

  1. Marilia Compagnoni disse:

    ah mas o primeiro passo para ser uma pessoa de verdade, é deixar o lar paterno, e daí quem é que vai lavar as roupas, fazer a comida, limpar a casa?

    é meu amigo, o mundo ficou acomodado, e cada dia mais as pessoas tem medo de viver!

    ainda bem que tem sempre aquela parte que se salva!

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