Rock!

Filho do blues com o capeta.
Guitarra, baixo, bateria, volume, atitude, rock and roll.

rythym and blues americano mandava ver com piano, baixo de pau e metais.  Era o início do rock, a sensual música do diabo, proibida e odiada pelos quadrados.

Algumas músicas aparecem como sendo o primeiro rock de todos os tempos, a maioria no final da década de quarenta, mas o termo Rock and Roll já era usado em canções de blues e R&B.

A primeira gravação com o termo foi de um quarteto vocal gospel(!) não identificado, a “música” levava o nome de “The Camp Meeting Jubilee”. O ano era 1916.

Ok, um grupo vocal gospel, mas agora vem um cara malandro, explosivo, branco e de topete, você me pergunta. Certo?

Errado.

Sister Rosetta Tharpe.
Mulher, negra, cantora, tocava guitarra. Só isso já devia ser uma afronta aos padrões morais americanos em 1944, quando gravou “Strange Things Happen Everyday”. Rebeldia em estado bruto.


O estilo já tomava formas definitivas e fazia sucesso, mas duas outras gravações e uma invenção definiriam e consolidariam o que seria feito até hoje.

Em 1947, Roy Brown grava “Good Rocking Tonight”.
Reconhece o estilo de cantar? Parece com alguém? Pois é.
Daí a importância da canção.

Agora, a invenção que mudaria os rumos de várias gerações.
A guitarra elétrica de corpo sólido.

Lançada em 1950, a Fender Telecaster facilitou a vida dos músicos e transformou a sonoridade do rock, antes muito carregada do espírito do blues e seus instrumentos semi-acústicos. Já haviam guitarras semelhantes em desenvolvimento desde 1930, mas nenhuma delas conseguiu o desempenho das Fender, que se tornou um ícone rock and roll.

Já em 1951, é a vez de Jack Brenston descarregar “Rocket 88”, falando de garotas, um carro veloz e noitadas bebendo e rodando pela cidade. Jack pertencia ao grupo “Ike Turner and His Delta Cats”, e é Ike quem grava o piano nervoso nessa canção que chegou ao topo das paradas de sucesso americanas. Uma das primeiras gravações com guitarra distorcida.

Era o começo de tudo.
Tudo muito bom, mas ainda restrito ao público negro americano.
Até que em um belo dia de 1954 apareceu um garoto chamado Elvis Aaron Presley.

 

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Sobre lombardi13

Sobrevivendo a mim mesmo na Infernal São Paulo.
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Uma resposta para Rock!

  1. Marilia Compagnoni disse:

    Grande seleção!!! O verdadeiro rock’n’roll! Filho do blues!!! Se posso dizer que tenho saudades de uma época que não vivi, são as décadas de 50/60, ver o nascimento desse tal de rock’n’roll e ir a muitos shows do Elvis!

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