Que remédio.

Na farmácia mais cara do bairro dos mais caros aquele senhor de terno surrado e camisa azul com gola esfarrapada procurava um comprimido para aliviar sua dor.

Escolheu o de menor quantidade, mais barato, e foi ao caixa, logo na minha frente.

O preconceito faz a cabeça girar e eu já me imaginei defendendo o homem contra um imbecil qualquer, fazendo chacota e perguntando se ele iria roubar alguma coisa.

Sua vez de pagar, a moça do caixa disse: 13 reais. Ele contestou e estava com a razão. Ela recalculou e antes de falar o valor correto um homem intercedeu.

Pronto, lá ia eu usar minha razão contra o preconceito e a opressão.

O homem pediu licença e perguntou ao senhor de terno se poderia pagar por seus remédios. Sem alarde, sem humilhação. Sorri calado.

Ás vezes a dor não se alivia com remédio.

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Sobre lombardi13

Sobrevivendo a mim mesmo na Infernal São Paulo.
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