Arquivo da categoria: Por aí

Vende-se um homem.

Vende-se um homem. Usado, porém, conservado. Nunca mentiu, nunca traiu, nunca enganou. Consciência limpa e sono tranquilo. Não possui os vícios do mercado. Ótimo para laranja, testa de ferro, bucha de canhão e bode expiatório. Tratar aqui, por debaixo dos … Continuar lendo

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Individualismo coletivo.

A discussão sobre as ciclovias mostra o quanto a sociedade atual (sim, VOCÊ) é egoísta e preconceituosa. E burra. “É meu direito, procure seus direitos” Só conseguem conviver em sociedade pelo medo da punição. A multa, o radar, a bica no … Continuar lendo

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Ciclovias paulistanas.

Precisa mesmo? O certo não era um respeitar o outro civilizadamente? Não estamos trocando o senhor volante pelo senhor pedal, ambos lutando pela exclusividade de um espaço que deveria ser comum a todos? Sobra tinta vermelha, sobra gasolina, falta educação.  

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Macacos são eles.

Descer um degrau de milhões de anos de evolução para se igualar ao racista não me convém. Macacos são eles. Irracionais, débeis em suas ações com seus ossos e bananas jogados aos urros para o alto do monolito do preconceito, que … Continuar lendo

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Que remédio.

Na farmácia mais cara do bairro dos mais caros aquele senhor de terno surrado e camisa azul com gola esfarrapada procurava um comprimido para aliviar sua dor. Escolheu o de menor quantidade, mais barato, e foi ao caixa, logo na … Continuar lendo

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Escolhas.

Veio de moto, estacionou na frente daquele hotel de trottoir. Demorou a descer, parecia cansada com sua calça jeans surrada e jaqueta pesada contra o frio. Tirou o capacete sem muita vontade, abriu o pequeno baú preso na garupa da … Continuar lendo

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João, o bom.

João era um bom homem que não tinha sorte nessa vida. Onde colocava a mão, se machucava, onde planejava com cuidado, apareciam coisas incríveis que o tiravam do rumo certo. João era um cara normal, mulher, filho, casa, carro, emprego, … Continuar lendo

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