13 mil.

Número querido nesta casa, o 13 merece algo mais.

Coisa rara na F1 são carros com o número 13, sendo registrados na história em apenas duas oportunidades. A superstição tem início junto com as corridas, ainda nos anos 20, especialmente após dois acidentes fatais com carros Delage, onde ambos carregavam o numeral 13.

Paul Torchy bateu em uma árvore e morreu na hora, durante o grande prêmio de San Sebastian, Espanha, em Setembro de 1925.

A equipe ficou afastada das competições por alguns meses, e justamente em seu retorno durante a Targa Florio na Sicília, em Abril de 1926, o Conde Giulio Masetti capotou seu Delage e também morreu ostentando o número 13 no carro.

A partir daí o Automóvel Clube da França, entidade maior do esporte, retirou o 13 das inscrições oficiais, e até hoje o número só pode ser utilizado após pedido especial do piloto mediante análise da autoridade competente, atualmente, a FIA.

Moisés Solana.

De família tradicional no automobilismo mexicano, Moisés Solana participou de sua primeira corrida com apenas 18 anos, em 1954. A prova? Nada mais, nada menos que a Carrera Panamericana. Chegou em sexto na categoria que disputava, com um Dodge V8.

O número 13 apareceu oficialmente na F1 pela primeira vez em 1963, com Solana correndo em casa, no autódromo Hermanos Rodrigues.

Levando o 13 em seu BRM P57 da Scuderia Centro Sud, Solana terminou em décimo primeiro, mesmo não tendo concluído a prova por conta de uma quebra de motor. Abandonou o número 13, mas não as pistas.

Correu um total de oito grandes prêmios na F1, de 1963 até 1968, seis no México e dois nos Estados unidos, sem marcar pontos. Pilotou para equipes oficiais como Cooper, Ferrari e Lotus, tendo dividido pista e carro com nomes como Mario Andretti, Jim Clark e Graham Hill, de Lotus 49 em 1967, e Lotus 49B em 1968.

No grande prêmio do México de 1967, um fato inusitado aconteceu.
Durante os treinos Jim Clark fez a pole, mas se queixava que o carro parecia perder rendimento e queria trocar de motor. Como a troca de motores levaria muito tempo, resolveram simplesmente trocar o carro de Clark pelo de Solana, que foi pra pista assim mesmo e acabou quebrando, acredite, na volta 13.

O carro de Solana, pilotado por Clark, venceu a corrida.

Moisés Solana morreu no México em 1969, durante uma prova de subida de montanha em que sua McLaren M6B Can-Am bateu em um muro de concreto e pegou fogo. O resgate demorou duas horas para chegar ao local.

Divina Galica.

Ex-capitã da equipe olímpica feminina de esqui, a inglesa Divina Galica já tinha estreita relação com a velocidade, com a marca de 201 km/h em provas de downhill.

Largou o gelo e foi para o asfalto, correndo de carro esporte, kart e até caminhão. Em 1976 corria na British Shellsport International Group 8, campeonato que utilizava carros de F1 já defasados, e decidiu se aventurar pela F1 principal pela primeira vez, usando seu Surtees TS16, mas não conseguiu se classificar para a prova de Brands Hatch.

Foi a única vez que duas mulheres se inscreveram para uma mesma corrida de F1.
Junto com Divina, Lella Lombardi também não se classificou.

Retornou em 1978 a bordo de um Hesketh 308E oficial da Hesketh Racing, agora levando o número 24, e novamente não conseguiu se classificar para as etapas da Argentina e do Brasil.

Retornou para sua categoria e depois seguiu sua carreira guiando carros esporte e caminhões na Inglaterra quase sempre com o número 13, tornou-se instrutora e depois vice-presidente do curso de pilotagem Skip Barber Racing, o mais famoso da ilha, e hoje é diretora da companhia de simuladores iRacing, uma das maiores do mundo no automobilismo virtual.

Flodoardo Arouca.

No Brasil, o maior expoente do número foi o piloto Flodoardo Arouca e seus DKW número 13, da Equipe 13 e a carreteira Mickey Mouse, da Dekabrás.

Ficou conhecido como “O Volante 13”, já que corria escondido da família e preferia esse pseudônimo para não ter problemas com sua família, que era contra sua participação em corridas.

Como já disse, o 13 é dos preferidos deste espaço, e vamos manter a tradição de sorte  dentro das pistas. Assim que o dinheiro der, claro.

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Sobre lombardi13

Sobrevivendo a mim mesmo na Infernal São Paulo.
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Uma resposta para 13 mil.

  1. Rogério Moreno disse:

    Näo sabia de tanto 13 na história, inclusive da sua parente na F1.

    Espero em breve na regularidade dividir a pista com o seu numero 13.

    Parabéns pelo Blog

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